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Mercado de crédito brasileiro bate recordes e explora novos nichos

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Tecnologia e Negócios
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Mercado de crédito brasileiro bate recordes e explora novos nichos

Nas últimas décadas, o mercado de crédito brasileiro passou por períodos de avanços institucionais relevantes, bem como momentos em que intervenções diretas causaram retrocessos e custos fiscais. Atualmente, o seu volume está atingindo cifras jamais vistas.

As transformações trazidas pela quarta revolução industrial são muitas e compreender suas manifestações no setor de crédito parece imprescindível para entender as novas possibilidades que sinalizam o próprio futuro do setor. 

Até agora, a realidade brasileira inclui fintechs, bancos digitais e open banking, todos representando as profundas transformações e disrupções em curso no mercado de crédito do país. 

As evidências mostram uma relação causal entre o desenvolvimento do mercado de crédito e o crescimento econômico. Além disso, fatores relacionados ao ambiente de negócios – como segurança jurídica, direitos dos credores e custos de corretagem – são centrais para um mercado dinâmico.

Além disso, um mercado de crédito que funcione bem é fundamental para uma economia saudável em qualquer momento, mas ainda mais durante uma crise como a que vivemos durante a pandemia. De acordo com a pesquisa Financiamento para Pequenas Empresas no Brasil do SEBRAE , a demanda por novos empréstimos por pequenas empresas mais que dobrou entre 2019 e 2020.

Dito isso, vejamos como uma enorme demanda está sendo o propulsor desse cenário.

Novos recordes no mercado de crédito brasileiro

O comportamento do valor acumulado dos empréstimos concedidos no Brasil ressalta o crescimento dessa indústria:

Taxa de crescimento na concessão de crédito brasileiro | Statista

Do microcrédito de fintechs aos grandes financiamentos concedidos pelos bancos tradicionais, para pessoas físicas e jurídicas, o impacto foi sentido por diversos segmentos. 

Números divulgados pela ABECIP, que já haviam evidenciado um ano excepcional para o crédito imobiliário em 2021, ressaltam que um novo recorde está por vir em 2022.

Bancos e entidades de crédito aprovaram hipotecas para 804,3 mil imóveis no Brasil entre janeiro e novembro, representando um aumento de 116,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em termos de valor, os compradores de imóveis fizeram empréstimos que somaram mais de R$ 200 bilhões no ano passado – um aumento de 60% sobre os R$ 124 bilhões emprestados em 2020.

Por isso, a perspectiva para este ano é igualmente boa, já que a propriedade continua sendo um investimento sólido. 

“Apesar dos juros e da inflação mais altos, esperamos que 2022 seja um ano positivo também”.

Cristiane Portella, presidente da ABECIP

 “Existem excelentes oportunidades no mercado tanto para a economia quanto para o setor de alta renda”.

Marcos Saceanu, presidente da Associação dos Empresários Imobiliários do Rio de Janeiro (ADEMI-RJ)

Já em relação ao crédito consignado brasileiro, segundo dados divulgados pelo BACEN (Banco Central), este também superou expectativas com R$ 442,8 bilhões contratados – um marco inédito registrado para esse formato de empréstimo, representando uma alta de 14% em relação a 2020.

Vale ressaltar, inclusive, que o crédito consignado tem sido especialmente utilizado por micro, pequenas e médias empresas. Se este assunto te interessa, não deixe de ler nosso conteúdo sobre o que é crédito consignado e quais suas vantagens para o empreededor!

Espaço para crescer fora das linhas tradicionais

Mesmo com as marcas alcançadas, para muitas instituições o crescente risco de inadimplência e a alta da taxa de juros e da inflação, conduz para a necessidade de explorar novos nichos deste mercado.

Nas avaliações atuais, a demanda reprimida está se traduzindo em fortes ganhos corporativos e acelerando um poderoso reinício econômico global. A natureza desigual da recuperação global continuará a criar mudanças estruturais em muitos países e setores específicos e uma dispersão contínua nos mercados de crédito. 

Ao abraçar a complexidade, pensar globalmente e aumentar a seletividade, empresas de crédito estarão mais bem posicionadas para evitar eventos e capitalizar oportunidades de investimento mais significativas nos mercados de crédito público e privado.

De acordo com Lindsay Lehr, líder de pagamentos de inteligência de mercado das Américas, após o aumento dos pagamentos em tempo real, o crédito será o novo motor de crescimento das fintechs. Inovações regulatórias e outras medidas de apoio à inovação fortalecem esse movimento.

O mercado de financiamento fintech está crescendo à medida que as startups prometem resolver as dores enfrentadas pelos brasileiros em busca de crédito.

Em um setor caracterizado por altas taxas de juros e um nível de burocracia muitas vezes considerado excessivo pelos tomadores de crédito, as fintechs conseguem, através do uso inteligente da tecnologia, concorrem com os bancos tradicionais em taxas e condições especiais para oferta de crédito, além de oferecerem uma melhor da experiência do usuário.

Isso porque em pesquisa da PwC Brasil e da Associação Brasileira de Crédito Digital, 48% das fintechs entrevistadas conseguiam analisar o risco de uma proposta de crédito em até uma hora. E, em 46%, a aprovação do crédito pode ocorrer em até 24 horas após a solicitação do empréstimo.

De olho nessa fatia do mercado, bancos digitais e até operadoras de telecomunicações também se preparam para competir nesse segmento. O open banking, sob essa ótica, pode ajudar a fornecer insights valiosos para os players envolvidos nessa disputa.

Perspectivas que moldam o futuro do crédito

É fato que ninguém pode prever o futuro, mas existem forças atuando para moldar o setor de crédito e transformá-lo em algo diferente para consumidores e empresas. Vejamos algumas delas:

Áreas emergentes em crédito | Visual Capitalist

Se o crédito é baseado na confiança e a fraude é o maior risco para o sucesso dessa operação, os novos recursos ajudarão a detectar anomalias e provar a identidade do mutuário, tanto via banco de dados Blockchain ou, até mesmo, através de biometria.

Seja como for, hoje, grande parte dos dados financeiros dos consumidores – como histórico de pagamentos de empréstimos – é mantido quase exclusivamente por bancos e agências de crédito. No entanto, amanhã aponta para um paradigma muito diferente, já que muitas dessas informações estarão diretamente em posse dos consumidores.

Dito isso, se você deseja digitalizar os seus processos e dominar a Indústria 5.0, como fazem as principais empresas do mercado de crédito brasileiro, de uma maneira aplicável e juridicamente válida, aumentando a confiança da sua instituição, não perca tempo e conheça agora nossos Planos e Preços. A Clicksign tem a solução perfeita para o seu negócio!

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