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Afinal, o microgerenciamento é bom ou ruim para os negócios?

três pessoas analisando dados para gerenciamento de empresas
Tecnologia e Negócios
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Afinal, o microgerenciamento é bom ou ruim para os negócios?

O microgerenciamento é um assunto bastante comentado entre líderes e gestores de negócios, por ser uma prática comum nas empresas e que ainda causa certa confusão quando pensamos se é algo positivo ou prejudicial para o negócio.

É preciso uma análise refinada sobre os processos para entender como está sendo feita a gestão e quais os impactos nos resultados e na produtividade da equipe, a fim de encontrar gaps da gestão e compreender quais os pontos de melhoria, mas o que o microgerenciamento tem a ver com isso?

Bom, siga rolado a página para entender melhor sobre o assunto e levantar insights importantes para a gestão de equipes na sua empresa.

O que é o microgerenciamento?

Chamamos de microgerenciamento situações em que os gestores e líderes de projetos têm o hábito de acompanhar e inspecionar de perto cada ação de seus colaboradores, com o objetivo de controlar minuciosamente os passo dados por eles e se certificarem de que “todos estão dançando conforme o ritmo da música” ditada pela gestão.

O microgestor é aquela pessoa que acaba dando uma atenção excessiva para tudo; quer estar por dentro de cada e-mail, exige relatórios infinitos e, com essa pressão constante, gera uma diminuição na confiança que possui em seus liderados – e estes, por sua vez, sentem-se constantemente pressionados.

Acontece que essa percepção é bastante errônea e pode trazer bastantes transtornos para uma empresa, como falaremos adiante.

Afinal, o microgerenciamento é bom ou ruim para a empresa?

Em linhas gerais, é preciso destacar que o microgerenciamento tende a ser prejudicial à gestão empresarial, visto que deixa os processos engessados e rígidos, além de não dar a liberdade do autogerenciamento para os colaboradores. Isso, de antemão, causa uma série de insatisfações, diminui a produtividade da equipe e impacta diretamente nos resultados a serem alcançados.

Quais são os riscos do microgerenciamento?

Além dos exemplos que já citamos, o microgerenciamento de equipes oferece mais riscos para o negócio, como os que apresentaremos a seguir.

1. Perde-se a visão geral do negócio

Quando o gestor se dedica apenas a olhar fixamente para cada detalhe dos projetos ele acaba perdendo a visão mais ampla do negócio, deixando de focar em indicadores como produtividade ou desempenho de cada área, além de perder tempo de trabalho que poderia ser dedicado ao desenvolvimento da empresa.

Uma gestão preocupada em validar cada passo dos integrantes fecha os olhos para situações como:

  • dinâmica do relacionamento da equipe;
  • conflitos;
  • aprendizado e desenvolvimento dos profissionais;
  • quanto tempo está sendo gasto para a tarefa;
  • quais as melhores ferramentas para executar as atividades;
  • insatisfações.

Esses e tantos outros aspectos só podem ser vistos pelo gestor se ele tem a visão “de fora” do processo.

2. A equipe perde a confiança – em si e no líder

Uma das características da microgestão é a falta de confiança na e da equipe e é, por essa razão, que os gestores focam suas forças em observar cada atividade de forma minuciosa. Além disso, esse tipo de gestor não permite que os colaboradores escolham a melhor forma de realizar as tarefas.

Ao olhar pelo ponto de vista da equipe, a falta de confiança da gestão pode afetar seu desempenho, a produtividade e também a autoestima, até porque na microgestão as tarefas precisam ser sempre refeitas até estarem de acordo com o que o gestor espera, além do acompanhamento excessivo.

3. Aumento na rotatividade dos colaboradores

Você já ouviu aquela frase “os funcionários não se demitem das empresas, demitem-se de seus chefes”? Um ambiente com microgestão tende a ser bastante tóxico para a equipe e faz com que os colaboradores procurem outras empresas ao passarem por situações de extrema pressão ou permanecerem em locais onde não possam ter autonomia e tomar decisões.

4. Estresse e acúmulo de trabalho na gestão

O microgerenciamento pode causar um aumento de nível de estresse e acúmulo de tarefas nas lideranças, já que o desejo de controlar tudo a todo instante e querer que tudo saia como desejam pode ser exaustivo.

Esses são apenas alguns exemplos de como o microgerenciamento prejudica as atividades de uma empresa e pode impactar diretamente nos resultados e na satisfação, tanto dos colaboradores quanto dos clientes.

Para evitar que esse tipo de gerenciamento aconteça em uma organização é muito importante conhecer as atitudes que causam o microgerenciamento. Nós falaremos um pouco sobre elas a seguir.

Leia também: “Como reduzir as burocracias da sua empresa corretamente.”

O que causa o microgerenciamento?

O microgerenciamento é causado por atitudes dos líderes que impossibilitam que a equipe seja ágil, haja autogerenciamento e sejam exploradas as suas melhores qualidades para executar as tarefas com mais produtividade e, assim, entregar bons resultados.

São atitudes muitas vezes imperceptíveis no dia a dia, mas que a longo prazo fazem com que o gestor esteja com uma mente micro e não macro. Confira.

1. Não delegar funções

Quando a gestão não repassa as atividades para os membros da equipe e abraça boa parte das ações para si, esse é um forte sinal de microgerenciamento. As demais pessoas passam a ser apenas meros coadjuvantes e não conseguem ter autonomia e nem avançar com o projeto, porque ficam travadas.

2. Ter pouca confiança na equipe

Se um líder não confia na equipe pode ter certeza que em curto ou longo prazo a empresa terá problemas. A confiança faz com que a equipe se sinta segura com seu próprio trabalho, sinta que está colaborando e incentiva as pessoas a buscarem por mais conhecimento e crescimento na empresa.

Se o colaborador não está em um ambiente que lhe transmite confiança, certamente teremos problemas futuros.

3. Ter o desejo de controlar tudo

Como sempre quer controlar todas as etapas, o gestor sente que precisa estar presente na execução das tarefas, analisando cada passo dos funcionários sem dar autonomia para eles, então o líder sente que é necessário e que sem ele as coisas não andarão bem.

4. Exigir relatórios frequentes

Para ter certeza de que está acompanhando cada etapa, o gestor que faz um microgerenciamento tem o perfil de exigir relatórios com alta frequência sobre os projetos.

Para o gestor é importante entender quais atitudes podem dar força para que essas situações aconteçam. Vale a pena olhar para si e perceber como você faz o planejamento, como conduz e revisa as tarefas com a equipe. Pense: estou gastando muito tempo orientando e corrigindo as pessoas? Se sim, algo já precisa ser revisto.

Evitar o microgerenciamento é possível – veja como!

Se engana quem pensa que o microgerenciamento é algo irreversível em uma empresa. Pode não ser fácil, mas é contornável.

Os melhores gestores e líderes podem focar em uma gestão mais ampla e que oferece mais autonomia aos colaboradores, explorando o melhor de cada um deles e criando um ambiente mais colaborativo e, como consequência, alcançando os melhores resultados.

Existem várias maneiras de combater o microgerenciamento na sua empresa. Essas são algumas delas:

Confie e delegue

Não segure todas as atividades em suas mãos, prepare-se para delegar funções para os membros da sua equipe. Cada pessoa tem seu cargo e os objetivos a atingir na empresa e, delegando tarefas, ela será capaz de se desenvolver com maior autonomia. Isso ajuda a mudar todo o clima do setor.

Melhore a comunicação com a equipe

Uma comunicação fluida fará toda a diferença na gestão dos projetos com a sua equipe. O líder deve deixar claro o seu papel em relação à empresa e à equipe, além de orientar o colaborador a respeito do seu papel dentro do projeto, e o que se é esperado de cada um.

Identifique as necessidades dos colaboradores

Se, em algum momento, você não sentir confiança para dar autonomia ao colaborador, tente identificar os motivos e pensar em uma solução. Vale a pena conversar e entender por que ele não entrega resultados, pode ser que precise de treinamentos, por exemplo.

Lembre-se que a missão do gestor é ajudar o colaborador a crescer profissionalmente.

Automatize processos

Troque processos manuais e repetitivos por soluções automatizadas para empresas, para que os profissionais tenham um maior autogerenciamento e você tenha mais tempo para gastar com atividades de maior valor para o desenvolvimento da equipe e da empresa.

Nós falamos mais sobre automação de processos nas empresas em outro artigo aqui no blog, não deixe de conferir.

Priorize suas atividades

Ao invés de focar nas atividades dos colaboradores, foque nas atividades que são designadas ao seu cargo como desenvolver novos projetos e realizar planejamentos estratégicos, além de fazer a análise de indicadores importantes para empresa evoluir.

Utilize metodologias ágeis

Aposte em metodologias mais ágeis para gerenciar os projetos ,como o método kanban e outras alternativas que privilegiam reuniões para acompanhamento dos projetos e entrega de resultados.

Assim você tem métodos de trabalho menos engessados e consegue focar em melhores soluções para otimizar os processos.

Faça e peça feedbacks

Ofereça pesquisas de clima, com feedbacks para ouvir as percepções dos colaboradores sobre a gestão do projeto e veja em quais pontos podem haver melhorias. Ofereça feedbacks verdadeiros e que ajudem no crescimento dos colaboradores. Isso faz toda a diferença.

É fácil perceber como o microgerenciamento não ajuda a equipe em seu desempenho e não oferece bons resultados, mas com as dicas de gestão que trouxemos aqui temos certeza que você terá um outro olhar sobre a gestão do seu negócio.

Gostou do conteúdo de hoje? Continue acompanhando nosso blog para mais dicas de gestão e gerenciamento de processos. Até nosso próximo post!

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