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Quais são as novas prioridades das startups no Brasil?

Novas Prioridades das Startups Brasileiras
Tecnologia e Negócios
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Quais são as novas prioridades das startups no Brasil?

Depois de um “boom” de investimentos nos últimos anos, que foi responsável pela abertura e consolidação de muitas empresas, as prioridades das startups brasileiras precisaram mudar por conta de um momento de desaceleração nos aportes.

Entre janeiro e agosto deste ano, o mercado conseguiu levantar US$3,6 bilhões, um valor 45% menor que o mesmo período de 2021, quando foi registrado um apurado de US$6,6 bilhões no total. Esses dados foram divulgados pelo estudo Inside Venture Capital, da plataforma Distrito em parceria com o Bexs Banco, onde também aponta que a tendência de queda deve se manter no acumulado de todo ano de 2022.

Essa queda também foi observada no Startup Index Brasil, da Sling Hub. Vejamos:

Infográfico com número de deals, rodadas de investimentos, IPO's e M&A's das startups no Brasil.
(Fonte: Sling Hub)

Neste cenário desafiador, manter o mercado aquecido tornou-se uma tarefa ainda mais complicada. Pensando nisso, empreendedores de todo país estão revendo suas prioridades e calculando bem seus próximos passos. 

Neste artigo, vamos explorar como a economia atual está afetando este mercado, encontrar novos caminhos para contornar os desafios e dar um spoiler do que estudiosos apontam para o futuro. Confira!

O impacto do momento econômico brasileiro no cenário das startups

O ano de 2022 está sendo marcado por muita instabilidade no Brasil e, como consequência, a economia é um dos setores que mais está sentindo seus efeitos negativos. 

Segundo o relatório Perspectivas Econômicas Globais, divulgado no início do ano, o Banco Mundial reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira de 2,5% para 1,4%, a menor taxa entre os 18 países considerados emergentes e em desenvolvimento.

Respondendo às projeções, este momento atual nada positivo infelizmente está sendo marcado pela disparada dos juros, inflação em alta, grande oscilação de demanda, baixo poder econômico da população e, principalmente, pelo receio de grandes investidores em apostar suas fichas em empresas nacionais.

Em entrevista para o Meio & Mensagem, Maitê Lourenço, CEO da BlackRocks Startups, afirma que esta instabilidade dificulta o interesse de investidores de outros países, já que investir em negócios daqui fica mais arriscado.

Para driblar os desafios e sobreviver neste cenário de incertezas, as startups brasileiras seguem em constante transformação e evolução, fazendo ajustes nas suas estratégias, operações e prioridades.

“Os fundos de investimento brasileiros são bastante tradicionais e evitam investir em negócios inovadores porque eles os leem como negócios de risco. Isso, somado a um ano de eleições diminui o volume de investimentos realizados.” – Maitê Lourenço para o Meio & Mensagem

Novas prioridades para contornar o mercado conturbado

Mesmo em meio a dificuldades, investir em startups continua sendo uma boa solução para promover o desenvolvimento econômico e social nacional. A cada R$1,00 aplicado em um investimento do tipo Anjo, são gerados R$5,84 na economia e R$2,21 em forma de tributação, segundo estudo da consultoria britânica Grant Thornton, em parceria com a Associação Anjos do Brasil.

Isso significa que por mais complicado que seja estar passando por esse momento turbulento, as startups continuam sendo um ótimo negócio. O momento não é de desistir, e sim de reorganizar suas prioridades para sair ainda mais forte desta tempestade.

Entre diversas prioridades que têm o potencial de revolucionar o setor mais uma vez, selecionamos algumas que não podem ficar de fora do radar das empresas. Confira!

  • Sustentabilidade

Cuidar do planeta se tornou uma pauta cada vez mais debatida e a população está se tornando cada vez mais consciente sobre as ações ambientais. Com isso, muitos clientes passaram a escolher empresas que assumem sua responsabilidade com o meio ambiente, mesmo que de forma não tão consciente. 

Esse comportamento também refletiu nos investidores e cada vez mais os aportes estão sendo direcionados para startups que seguem os critérios e princípios do ESG.

O ESG é uma sigla em inglês que significa “Environmental, social, and corporate governance”, e traduzindo seria a “Governança ambiental, social e corporativa” que une os três conjuntos de práticas para as empresas que têm interesse em um crescimento responsável e mais sustentável. 

De acordo com a Morningstar, startups que utilizam o playbook do ESG captaram US$ 51,1 bilhões de novos investidores em 2020, o dobro de 2019. Esse número mostra que essas práticas estão se tornando uma exigência mundial e, por isso, se adaptar aos seus critérios deve ser uma grande prioridade das startups brasileiras.

  • Ambiente regulatório

Investir em uma startup tem seus riscos, muitas vezes considerados altos, e isso faz com que a necessidade por um ambiente regulatório se faça ainda mais essencial. O Venture Capital necessita de processos mais ágeis e flexíveis nas questões legais, tributárias e trabalhistas.

Existem discussões sobre o tema acontecendo junto ao governo, propondo medidas e debatendo leis que têm como objetivo tornar o ambiente nacional de negócios ainda mais preparado para as empresas inovadoras.

Entre as pautas fundamentais levantadas estão as taxações de investimentos de riscos, além dos riscos legais a que os investidores estão expostos.

  • Formação de talentos

Mesmo em meio a crise dos empregos em diversos setores, as startups estão sempre em busca de novos talentos, com centenas de oportunidades disponíveis nos seus sites de carreiras. As vagas estão se acumulando e um dos principais motivos está na falta de mão de obra qualificada.

Para as startups brasileiras continuarem a se desenvolver, é essencial investir na formação de novos talentos para pensar e atuar na prática em inovação.

Por isso, uma das prioridades das empresas deve ser a busca por um ambiente que prepare corretamente os jovens para este novo mercado de trabalho, com princípios inovadores, tecnológicos, disruptivos e diversos.

O que 2023 guarda para as startups brasileiras?

Ao longo deste artigo destacamos o quanto o ano de 2022 tem sido difícil para as startups. Mas junto com o fim do ano, as esperanças de dias melhores vão chegando com toda força, principalmente para empresas em estágios iniciais.

Segundo levantamentos recentes, as startups em estágios avançados sofreram mais em 2022 e ainda devem contar com menos aportes no ano que vem.

Para Carlos Akira Sato, COO da BTLAW e membro da Advisory Board da BTTECH, os principais motivos foram a pandemia e a Guerra da Rússia com a Ucrânia, que determinaram as taxas de juros praticadas pelos bancos centrais de ao redor do mundo e impactou todo o mercado e, com isso, “grandes expectativas foram frustradas e os investidores subiram a régua para avaliação de novos investimentos”. O executivo ainda acredita que essa turbulência no segmento deve perder força a partir do segundo trimestre de 2023.

Quando olhamos para startups em estágio seed, o primeiro semestre de 2022 foi reconhecido como o melhor da história, segundo o balanço do Distrito. Ao todo, foram captados US$ 282 milhões em investimentos, um número 86% maior que no mesmo período do ano anterior.

As startups early stage também tiveram números animadores, registrando US$ 1,4 bilhão em aportes, crescimento de 14%.

Esses dados apontam um cenário mais otimista para as empresas em fase embrionária em 2023, graças aos diversos fundos nacionais de Venture Capital focados em startups iniciantes.

Em sua participação no evento Cubo Conecta 2022, Laura Constantini, cofundadora da Astella Investimentos, apontou uma nova realidade para as empresas. Quando o fundo de investimentos surgiu, muitas startups replicavam ideias que fizeram sucesso internacionalmente aqui no Brasil, mas agora “quem se deu bem foi quem se adaptou às necessidades locais. Os fundadores já olham com mais atenção para os problemas locais para criar as soluções”.

Neste mesmo evento o ESG, citado acima como uma das novas prioridades, também foi apontado como uma grande oportunidade para as startups, segundo o diretor de Sustainability Services da Accenture na América Latina, Matthew Govier. “É através do ecossistema de inovação  que as grandes empresas encontrarão agentes para auxiliar no cumprimento das metas ESG”, afirmou.

A grande conclusão que tiramos dessas análises e dados é a necessidade de se reinventar. As prioridades das startups brasileiras precisam ser atualizadas, estratégias devem ser revisadas e a resiliência se faz ainda mais necessária no dia a dia das empresas.

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