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Securitização: descubra o que é e entenda como funciona

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Securitização: descubra o que é e entenda como funciona

Securitização é o termo utilizado no mercado financeiro para se referir a uma dívida que foi negociada com investidores. Trata-se de uma prática que visa transformar títulos de crédito, como faturas não pagas ou dívidas de empréstimos, em títulos negociáveis no mercado de capitais. 

Portanto, o nome securitização é usado para descrever o processo em que empresas levantam recursos financeiros no mercado em troca da emissão de valores mobiliários. Esse tipo de atividade financeira, tem a vantagem de dividir entre vários investidores um risco que ficaria somente com um só credor. Dificultando, assim, uma possível quebra, caso a dívida não seja paga. 

Outra vantagem da securitização é que ela permite que a dívida seja usada como um produto financeiro. Dessa forma, sendo manejada por quem entende de capitais. Isso movimenta o mercado, já que, por exemplo, uma construtora não dependeria mais do pagamento da compra de um apartamento, parcelada por mais de 20 anos. Ela recebe todo o dinheiro em troca da transferência da dívida para um ou mais investidores.  

Desde que a securitização surgiu e ganhou força no mercado, ela evoluiu muito. O que antes era uma prática que partia de empresas com negócios baseados no mundo físico, se tornou uma atividade comum e amplamente feita no mercado de capitais. Para essa prática deu-se o nome de transferência de risco de crédito. 

Com isso, novos nomes entraram para o universo da securitização, como por exemplo, o Originador, que se trata de uma instituição que vai transferir seus ativos, e a Entidade Emissora, que os recebe. Esses investidores financiam a compra dos ativos do Originador emitindo instrumentos financeiros negociáveis lastreados nestes ativos.

Exemplos de securitização

Para melhor compreensão do que é a securitização trouxemos dois exemplos claros: um de uma indústria exportadora e outro de uma construtora. 

Quando vai iniciar um empreendimento, as incorporadoras têm que investir uma quantidade muito alta de dinheiro. O problema é que esse capital demora um certo tempo para voltar às mãos da empresa que o investiu. Por isso, elas recorrem à securitização. 

Assim, as empreiteiras vendem as dívidas para uma securitizadora que, depois, vende os títulos para os investidores. O dinheiro obtido viabiliza a construção do empreendimento, seja ele um shopping, um resort, um prédio comercial ou um residencial. 

Esse, entretanto, foi apenas um exemplo, vamos ao outro. 

Pense em uma indústria que trabalhe com exportações. Agora imagine que essa empresa tem valores altos a receber de seus negócios. Ela pode acionar uma instituição financeira para emitir títulos de dívida atrelados a esses recebíveis. 

Dessa forma, o investidor pode comprar um desses títulos e receber uma taxa de juros superior ao do Tesouro Direto, sendo que seu risco de crédito é maior também. 

Essa empresa consegue, portanto, com o dinheiro que recebeu com as debêntures, comprar maquinário e expandir seu poder industrial, assim como realizar outras medidas importantes para o negócio.

Títulos de securitização

Existem alguns tipos de título de securitização. Alguns até bem conhecidos. Mas pode ser que muita gente sequer sabia que podia-se dar esses nomes a eles.

CRI

Essa sigla significa Certificado de Recebíveis Imobiliários. O CRI é um tipo de título que tem como objetivo antecipar créditos futuros que tenham como origem ativos imobiliários. 

CRA

CRA significa Certificado de Recebíveis do Agronegócio. A sua função é a mesma do CRI, mas o que muda é o setor. Ao invés de cuidar das dívidas imobiliárias ele trata das dívidas do agronegócio. 

FIDC

FIDC é a sigla dada ao Fundo de Direitos Creditórios. Esse fundo é uma união de investidores que têm como objetivo reunir seus recursos em somente um investimento. Pode ser caracterizado como renda fixa, ou seja, os investidores conhecem previamente qual será a rentabilidade dele. 

Debêntures

As debêntures são títulos que as empresas emitem para captar recursos com o objetivo de iniciar um projeto específico. Os investidores adquirem os títulos e, depois, recebem o dinheiro investido acrescido de juros. 

Vantagens da securitização

A primeira vantagem da securitização é para o cedente da dívida. Pois o risco de perda passa a ser dos investidores. Isso quer dizer que se o portfólio for de má qualidade e se os fluxos de caixa forem insuficientes é o investidor quem terá a perda.

Outra vantagem é a transformação de um portfólio ilíquido em um portfólio líquido. Isso possibilita a venda dele não somente a um investidor, mas a vários. Principalmente para o mercado de fundos. 

Podemos dizer, também, que para o mutuário não existe diferença. Já que não tem como ele perceber que sua hipoteca está sendo negociada no mercado financeiro. 

Mais uma vantagem da securitização é a gestão do balanço. Pois pode-se controlar a sua inflação se julgar excessiva. Isso se faz com o cedente aumentando sua atividade e gerando novos ativos, mantendo seu balanço controlado. 

Por fim, os investidores podem transferir suas ações e, dependendo do caso, fazer os ganhos de capital. 

Desvantagens

Dentre as desvantagens da securitização está o custo da operação e o procedimento complexo. O risco recai sobre os investidores e os padrões de empréstimo por parte dos bancos são diminuídos.

As Cédulas de Crédito Bancário

A Cédula de Crédito Bancário, ou CCB, é um título de crédito que pode ser emitido por pessoa física ou jurídica para uma instituição financeira. Esse título funciona como uma promessa de pagamento em dinheiro que decorre de uma operação de crédito. As CCBs podem, também, ser transferidas para outros credores através de endosso.

Assinatura eletrônica na securitização

Uma tecnologia importante para a securitização é a assinatura eletrônica. No mercado há empresas que oferecem serviços de assinatura eletrônica de CCBs. Isso faz com que a securitização com CCBs se torne muito mais segura. Pois, com a assinatura eletrônica é possível fazer um lastro de comercialização das CCBs, diminuindo, assim, o risco dos investidores. 

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