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O que é e-commerce, como funciona, vantagens e tipos

Nos últimos anos, a ascensão do e-commerce revolucionou significativamente a maneira como consumidores e empresas conduzem transações comerciais. Afinal, esse fenômeno transformou a paisagem do varejo, proporcionando uma experiência de compra conveniente, acessível e global. 

É possível dizer, inclusive, que o e-commerce não apenas redefiniu os padrões de consumo, mas também desencadeou uma revolução digital que impacta desde pequenos empreendedores até grandes corporações.

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Segundo um estudo divulgado pela CupomValido, com dados do Statista sobre as vendas no e-commerce, o Brasil lidera o ranking de crescimento das vendas online, com 22,2% no ano de 2022, e um crescimento estimado de 20,73% ao ano, entre 2022 e 2025 .

Ainda de acordo com o estudo, o Brasil possui uma expectativa de crescimento quase duas vezes maior que a média mundial, que é de 11,35%, e acima até de países como o Japão (14,7%), o Estados Unidos (14,55%) e a França (11,68%).

Seja com base no cenário nacional ou internacional, as empresas precisam estar alinhadas com tudo o que acontece no mercado. Nesse sentido, a migração das relações de compra e vendas, neste momento, é uma das suas principais tendências.

Assim, na era digital, o e-commerce emerge como uma força motriz econômica, moldando a forma como os negócios são conduzidos e desafiando as tradições do comércio tradicional. 

O que é e-commerce?

Por definição, um e-commerce se refere aos negócios que estruturam o processo de compra e venda de maneira online. Nesse modelo, a compra e venda de produtos ou serviços são facilitadas por plataformas digitais, permitindo que consumidores realizem transações sem a necessidade de presença física em uma loja tradicional.

O e-commerce abrange uma ampla gama de atividades, desde a compra de bens de consumo diário até a contratação de serviços especializados. As transações podem ocorrer em diversos formatos, como lojas virtuais, aplicativos móveis, leilões online, entre outros. 

Com cada vez mais pessoas estão imersas no ambiente digital — seja buscando informações sobre produtos e serviços ou executando uma ação, como a compra —, uma mudança no comportamento do consumidor foi notada, impactando diretamente na forma com que as empresas realizam a sua comunicação, na estrutura do seu negócio e na sua reputação.

Como funciona o e-commerce?

As transações de e-commerce geralmente começam em uma plataforma online, que pode ser um site, um aplicativo móvel, ou até mesmo uma presença em redes sociais. Essa plataforma serve como ponto de encontro entre compradores e vendedores.

A partir daí, o vendedor apresenta seus produtos ou serviços em um catálogo digital, incluindo informações, imagens e, em alguns casos, avaliações de clientes para auxiliar os compradores na tomada de decisão.

Para seguir com a compra, os compradores devem selecionar os produtos desejados ou entrar em contato com a loja (no caso de vendas por redes sociais, por exemplo), fornecendo informações como endereço de entrega e o meio de pagamento.

Por ser um comércio digital, o pagamento eletrônico é, geralmente, priorizado, mas os compradores devem ficar sempre atentos à segurança do e-commerce em que estão realizando seu pedido, a fim de evitar fraudes.

Após a conclusão do pedido, o serviço é disponibilizado para o comprador ou, em caso de compra de produtos, o produto é enviado para o endereço físico de quem o comprou.

Como o e-commerce surgiu?

A grande virada para o e-commerce ocorreu nos anos 1990 com o desenvolvimento da World Wide Web. Em 1991, a primeira venda online foi realizada, marcando o início efetivo do comércio eletrônico. Empresas como Amazon e eBay foram fundadas nessa década, abrindo caminho para a expansão do e-commerce.

Em meados da década de 1990, a popularização da internet levou ao aumento do número de usuários online e ao desenvolvimento de tecnologias seguras para transações financeiras. Assim, surgiram os primeiros protocolos de segurança, como o SSL, que iriam ser essenciais para o comércio eletrônico.

Ao longo do tempo, o e-commerce evoluiu e se adaptou às demandas do mercado, incorporando tecnologias inovadoras, como inteligência artificial, realidade aumentada e métodos avançados de pagamento. 

Esta transformação contínua reflete não apenas a mudança nas preferências dos consumidores, mas também a crescente importância do comércio eletrônico como um motor significativo da economia digital global.

A expansão do e-commerce no Brasil

Ainda que o e-commerce no Brasil não tenha surgido durante a pandemia, sem dúvidas, ela foi um dos principais fatores para a sua expansão no país, pois, com as lojas físicas fechadas, os brasileiros passaram a priorizar a realização de compras online. 

Dados da Abcomm mostram um aumento de mais de 40% no faturamento de e-commerces de 2019 para 2020, ano de início da pandemia da Covid-19. Após esse pico, o faturamento continuou crescendo nos anos seguintes, chegando a mais de R$ 169 bilhões em 2022.

Gráfico da ABComm traz crescimento do faturamento de e-commerces brasileiros desde 2017 até 2022.
Fonte: ABComm

A mudança de comportamento do consumidor fez com que novas tecnologias fossem implementadas para facilitar a experiência de compra, através, por exemplo, de métodos de pagamento instantâneos, como o PIX.

Com relação à perspectiva de crescimento para os próximos anos, o estudo aponta que há uma projeção que o número de compradores online chegue a 102 milhões até 2027, em comparação a 83 milhões em 2022.

Gráfico da ABComm estima crescimento de compradores online até 2027.
Fonte: ABComm

Quais são os tipos de e-commerce?

A diversidade de modelos de e-commerce atende a uma ampla gama de necessidades, permitindo transações eficientes em diversos contextos, desde a venda direta ao consumidor até a complexa interação entre empresas globais. Vamos conferir alguns exemplos:

Business to Consumer (B2C)

O modelo B2C envolve transações diretas entre empresas e consumidores, em que os consumidores compram produtos diretamente de empresas. Um exemplo desse modelo são as lojas de varejo.

Business to Business (B2B)

Neste modelo, as transações ocorrem entre empresas que compram produtos ou serviços de outras empresas. 

Consumer to Consumer (C2C)

Os consumidores interagem diretamente, comprando e vendendo entre si em plataformas como as de leilão online, por exemplo.

Consumer to Business (C2B)

Aqui, os consumidores oferecem produtos ou serviços, e as empresas respondem com ofertas, como é o caso de plataformas de freelancers e influenciadores digitais.

Social commerce

Esse modelo integra elementos de redes sociais ao processo de compra. Nele, empresas utilizam plataformas como Instagram e Facebook para vender produtos diretamente por meio de suas páginas.

Voice commerce (V-commerce)

Com o avanço dos assistentes de voz, como Amazon Alexa e Google Assistant, o V-commerce permite que os consumidores realizem compras usando comandos de voz.

Quais são as vantagens de um e-commerce?

O e-commerce oferece uma série de benefícios tanto para consumidores quanto para empresas, impulsionando a transformação do cenário comercial. Entre eles, estão:

Acessibilidade global e disponibilidade

O e-commerce permite que empresas alcancem consumidores em todo o mundo, eliminando as barreiras geográficas e expandindo significativamente o mercado potencial. Além disso, as lojas online estão abertas 24 horas por dia, 7 dias por semana, proporcionando conveniência aos consumidores que podem fazer compras a qualquer momento, adequando-se aos seus horários e rotinas.

Redução de custos operacionais

O e-commerce elimina muitos dos custos associados a uma loja física, como aluguel de espaço, contas de serviços públicos e pessoal em tempo integral. Isso pode resultar em preços mais competitivos para os consumidores. Ainda, os consumidores têm acesso a uma ampla variedade de produtos e serviços em um único local, sem as limitações físicas de uma loja tradicional. 

Agilidade nas atualizações de estoque e ofertas

As atualizações de estoque, promoções e ofertas especiais podem ser implementadas de maneira ágil, mantendo os consumidores informados sobre as últimas novidades e incentivando a compra.

Experiência de compra mais personalizada

As plataformas de e-commerce podem personalizar recomendações de produtos com base no histórico de compras e preferências do consumidor, segmentando as ofertas e proporcionando uma experiência de compra mais personalizada.

Também é possível que as empresas coletem e analisem dados de comportamento do consumidor, permitindo uma compreensão mais profunda do mercado-alvo e a adaptação das estratégias de marketing e vendas.

Guia para iniciar o seu próprio e-commerce 

Se você quer ter sucesso, precisa saber que uma loja virtual deve, obrigatoriamente, oferecer aos seus clientes uma plataforma intuitiva e de fácil navegação e uma compra 100% segura. Quando esses requisitos são cumpridos, há uma maior chance de que o consumidor volte à loja mais vezes.

Caso você ainda não tenha digitalizado a sua empresa, aqui estão algumas dicas para iniciar o seu e-commerce:

Pesquise modelos de negócios

Antes de decidir o que vender online, você precisa analisar os diferentes modelos de negócios existentes. Portanto, pesquisar precisa ser o seu primeiro passo.Por exemplo, atualmente no mercado há negócios baseados em serviços, software, vendas de produtos etc.

Iniciar a pesquisa de nicho de comércio eletrônico

Escolha o seu nicho com base em números. Não basta apenas gostar de um segmento, é importante buscar tangibilizar essa preferência para entender se os seus prós e contras valiam todos os seus recursos e seu tempo. Para essa análise, atente-se a alguns pontos: já possui concorrentes relevantes? O mercado está aquecido? O mercado está saturado? Tenho alguma vantagem competitiva que me faça destacar nesse cenário?  Qual é o meu propósito e o meu diferencial?

Validar o mercado-alvo e as ideias de produtos

Antes de pensar efetivamente em ideias de produtos, você precisa pensar em quem é o seu público alvo ou a sua persona. O que a loja representa? Quem são seus clientes ideais? Depois de identificar a imagem que deseja projetar e o cliente que você está atendendo, você pode começar com poucos produtos expostos e, aos poucos, ir ampliando o seu portfólio. 

Registre sua empresa de comércio eletrônico

Para isso, cadastre seu negócio; escolha o nome da sua loja; obtenha eventuais licenças comerciais necessárias; obtenha seu número de identificação do empregador; encontre os fornecedores certos; crie o seu logotipo e obtenha a sua identidade visual.

Finalize seu plano de negócios de comércio eletrônico

Agora é o momento para colocar o seu plano de negócios no papel e determinar seu orçamento inicial, necessidades de empréstimos e despesas mensais. É preciso que você descubra o seu ponto de equilíbrio, tanto em vendas unitárias quanto em duração (em meses). 

Crie a sua loja online

Quando você for oficialmente proprietário de uma empresa de comércio eletrônico, precisará registrar seu nome de domínio e quaisquer URLs de redirecionamento que possam ser relevantes. Existem literalmente centenas de plataformas de carrinho de compras de comércio eletrônico, gratuitas e pagas. Portanto, você precisa escolher a que melhor se adequa ao seu orçamento. Configurar uma loja virtual é muito mais do que apenas adicionar seus produtos e conteúdo. Você também precisa configurar outras estratégias, como o seu e-mail marketing e automação.

Atrair clientes para sua loja de comércio eletrônico

É importante que você analise o tipo de marketing que mais se enquadra ao seu modelo de negócio e com isso analisar o desempenho do seu site para atrair cada vez mais consumidores.

Qual o futuro do varejo? 4 dicas para ter sucesso nos seus negócios online

O futuro do varejo é algo mutável, pois a sua estrutura muda conforme a transformação no comportamento do consumidor. Portanto, o varejo sempre será um setor inovador, dinâmico e rápido e quem define o sucesso ou não do seu empreendimento é o consumidor.

Para o empreendedor, esta é uma oportunidade de sucesso e sustentabilidade promissora. Aqui estão algumas dicas que vão te ajudar a ter um bom resultado: 

Não apresse o lançamento das sua loja

Confeccionar um site é um processo detalhista, trabalhoso e que requer bastante atenção. Um dos maiores erros cometidos por empreendedores é forçar ou apressar o lançamento de um site, pois há apenas uma chance de impressionar os seus clientes/mercado.

Por mais que você não tenha problemas como o domínio, se alguma coisa estiver mal feita e o consumidor perceber, isso pode gerar conflitos.

Coloque o foco no usuário

Diferente das lojas físicas, o comércio online não dá ao consumidor a possibilidade de tocar, sentir, cheirar e ver (em primeira mão) produtos antes de tomar uma decisão.

Portanto, é preciso achar outra maneira para conquistar esse cliente.  Algumas das melhores dicas para que você possa contornar isso inclui oferecer preços adequados, oferecer frete grátis e facilitar o processo de checkout com carrinhos de compras simplificados.

Fique por dentro do SEO

À medida que a economia do comércio eletrônico experimenta um rápido crescimento, mais e mais empresas crescerão ao mesmo tempo nesse setor. Portanto, é preciso que você esteja nas primeiras páginas do Google.

Um SEO qualificado ajudará você a se manter competitivo a longo prazo, e fará com que você se destaque da concorrência.

Invista em Mobile

Seja em nível mundial ou nacional, o uso de mobile tem sido a principal forma de interação dos consumidores online.

Segundo relatório State of Mobile 2022, publicado pela App Annie, o brasileiro lidera o ranking global de uso do celular, com, em média, 5 horas por dia de utilização.

Adequar o seu negócio ao comportamento do consumidor deve ser a sua prioridade. Se você não está construindo negócios de comércio eletrônico com dispositivos móveis, em mente, você pode ser irrelevante em três a cinco anos.

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