O que é e-commerce, como funciona, vantagens e tipos
Nos últimos anos, o e-commerce mudou muito a forma como consumidores e empresas fazem negócios. Ele tornou a compra mais prática, acessível e global.
Esse avanço também mudou o varejo e abriu espaço para negócios pequenos e grandes no digital.
Se você quer entender o que é ecommerce ou o que é um ecommerce, a resposta é simples: ecommerce o que é, na prática? É comprar e vender pela internet.
Segundo um estudo divulgado pela CupomValido, com dados do Statista, o Brasil lidera o crescimento das vendas online. Em 2022, o país teve alta de 22,2%, e a projeção é de 20,73% ao ano entre 2022 e 2025.
O estudo também mostra que o Brasil deve crescer quase duas vezes mais que a média mundial, de 11,35%. O ritmo brasileiro também fica acima de países como Japão, Estados Unidos e França.
No cenário nacional e no internacional, as empresas precisam acompanhar o mercado. A migração das compras para o online é uma das grandes tendências do momento.
Na era digital, o e-commerce virou uma força importante da economia. Ele mudou a forma de fazer negócios e desafiou o comércio tradicional.
O que é e-commerce?
Por definição, e-commerce é o negócio de compra e venda feito pela internet. Nesse modelo, produtos e serviços são vendidos por plataformas digitais, sem a presença física de uma loja.
O e-commerce inclui muitas atividades, da compra de itens do dia a dia à contratação de serviços específicos. As transações podem ocorrer em lojas virtuais, aplicativos móveis, leilões online e outros canais.
Como mais pessoas passam muito tempo no ambiente digital, mudaram também os hábitos de compra. Isso afeta a comunicação, a estrutura do negócio e até a reputação da empresa.
Como funciona o e-commerce?
As vendas online geralmente começam em uma plataforma digital, como site, app ou rede social. Esse canal liga comprador e vendedor.
Depois, o vendedor mostra seus produtos ou serviços em um catálogo. Ele inclui informações, imagens e, em alguns casos, avaliações de clientes.
Para comprar, o cliente escolhe o produto ou fala com a loja. Em seguida, informa o endereço de entrega e a forma de pagamento.
Como se trata de comércio digital, o pagamento online é o mais comum. Ainda assim, é importante prestar atenção à segurança da loja para evitar fraudes.
Após o pedido, o serviço é entregue ao comprador. Se for um produto, ele é enviado para o endereço de quem comprou.
Como o e-commerce surgiu?
A grande virada do e-commerce veio nos anos 1990, com o desenvolvimento da World Wide Web. Em 1991, aconteceu a primeira venda online, o que marcou o início do comércio eletrônico.
Nessa mesma década, Amazon e eBay foram criadas. Elas ajudaram a abrir caminho para a expansão do setor.
Na metade dos anos 1990, a internet ficou mais popular. Também surgiram tecnologias mais seguras para pagamentos, como o SSL.
Com o tempo, o e-commerce evoluiu para atender ao mercado. Ele passou a usar recursos como inteligência artificial, realidade aumentada e formas mais avançadas de pagamento.
Essa mudança mostra não só o novo hábito do consumidor, mas também a força do comércio online na economia digital.
A expansão do e-commerce no Brasil
O e-commerce no Brasil não nasceu na pandemia. Mesmo assim, esse período acelerou muito o seu crescimento, já que muitas lojas físicas fecharam e os brasileiros passaram a comprar mais online.
Dados da Abcomm mostram que o faturamento dos e-commerces cresceu mais de 40% de 2019 para 2020, no início da Covid-19. Depois disso, o setor continuou em alta e passou de R$ 169 bilhões em 2022.
Gráfico da ABComm mostra esse avanço no faturamento dos e-commerces brasileiros desde 2017. Fonte: ABComm.
A mudança no comportamento do consumidor também levou ao uso de novas tecnologias. Um exemplo é o PIX, que deixou a compra mais rápida e simples.
Para os próximos anos, o estudo aponta que o número de compradores online pode chegar a 102 milhões em 2027, contra 83 milhões em 2022.
Gráfico da ABComm mostra a projeção de crescimento dos compradores online até 2027. Fonte: ABComm.
Quais são os tipos de e-commerce?
A variedade de modelos atende a muitas necessidades. Ela vai da venda direta ao consumidor até a relação entre empresas de diferentes países. Veja alguns exemplos:
Business to Consumer (B2C)
No B2C, a empresa vende direto ao consumidor. É o modelo usado por muitas lojas de varejo.
Business to Business (B2B)
No B2B, empresas compram produtos ou serviços de outras empresas.
Consumer to Consumer (C2C)
No C2C, consumidores compram e vendem entre si, como em plataformas de leilão online.
Consumer to Business (C2B)
Aqui, os consumidores oferecem produtos ou serviços, e as empresas fazem propostas. Isso acontece em plataformas de freelancers e criadores digitais.
Social commerce
Esse modelo usa redes sociais para vender. As empresas aproveitam Instagram e Facebook para mostrar e vender produtos em suas páginas.
Voice commerce (V-commerce)
Com assistentes de voz como Amazon Alexa e Google Assistant, o V-commerce permite comprar por comando de voz.
Quais são as vantagens de um e-commerce?
O e-commerce traz benefícios para consumidores e empresas. Entre os principais, estão:
Alcance global e disponibilidade
O e-commerce permite que empresas vendam para pessoas do mundo todo. Ele elimina barreiras geográficas e amplia o mercado.
Além disso, as lojas online funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso dá mais liberdade ao consumidor, que pode comprar quando quiser.
Redução de custos operacionais
O e-commerce reduz gastos com aluguel, contas e equipe fixa. Isso pode deixar os preços mais competitivos.
Outra vantagem é a variedade. Em um só lugar, o cliente encontra muitos produtos e serviços, sem as limitações de uma loja física.
Agilidade nas atualizações de estoque e ofertas
Estoques, promoções e ofertas podem ser atualizados com rapidez. Isso ajuda a manter o cliente informado e incentiva a compra.
Experiência de compra mais personalizada
As plataformas podem recomendar produtos com base no histórico de compra e nas preferências do cliente. Assim, as ofertas ficam mais certas para cada perfil.
As empresas também podem coletar e analisar dados de comportamento. Isso ajuda a entender melhor o público e a ajustar as estratégias de marketing e vendas.
Guia para iniciar o seu próprio e-commerce
Se você quer ter sucesso, precisa de uma loja virtual simples, intuitiva e segura. Quando isso acontece, o cliente tende a voltar mais vezes.
Se a sua empresa ainda não foi para o digital, veja algumas dicas para começar.
Pesquise modelos de negócios
Antes de decidir o que vender, analise os modelos de negócio que existem. Esse deve ser o primeiro passo.
Hoje, há negócios baseados em serviços, software, produtos e outros formatos.
Iniciar a pesquisa de nicho de comércio eletrônico
Escolha seu nicho com base em dados. Não basta gostar de um segmento. É preciso medir se essa ideia vale o tempo e os recursos que você vai investir.
Para essa análise, observe estes pontos:
- Já existem concorrentes fortes?
- O mercado está aquecido?
- O mercado está saturado?
- Você tem alguma vantagem competitiva?
- Qual é o seu propósito e o seu diferencial?
Validar o mercado-alvo e as ideias de produtos
Antes de pensar em produtos, defina quem é o seu público-alvo ou sua persona. O que a loja representa? Quem são os clientes ideais?
Depois disso, você pode começar com poucos produtos e ampliar o portfólio aos poucos.
Registre sua empresa de comércio eletrônico
Cadastre o negócio. Escolha o nome da loja. Obtenha as licenças necessárias. Pegue seu número de identificação do empregador, encontre bons fornecedores, crie o logotipo e defina a identidade visual.
Finalize seu plano de negócios de comércio eletrônico
Agora é hora de colocar o plano no papel. Defina o orçamento inicial, as necessidades de empréstimos e as despesas mensais.
Também é importante descobrir seu ponto de equilíbrio, em vendas unitárias e em meses.
Crie a sua loja online
Quando você for oficialmente dono de uma empresa de comércio eletrônico, precisará registrar seu domínio e as URLs de destino que forem relevantes.
Existem centenas de plataformas de carrinho de compras, gratuitas e pagas. Escolha a que melhor se ajusta ao seu orçamento.
Montar uma loja virtual é mais do que adicionar produtos e conteúdo. Você também precisa configurar e-mail marketing e automação.
Atrair clientes para sua loja de comércio eletrônico
É importante analisar qual tipo de marketing combina mais com seu modelo de negócio. Também vale acompanhar o desempenho do site para atrair cada vez mais consumidores.
Qual o futuro do varejo? 4 dicas para ter sucesso nos seus negócios online
O futuro do varejo muda conforme o comportamento do consumidor muda. Por isso, ele sempre será um setor inovador, dinâmico e rápido.
Para o empreendedor, isso é uma chance de sucesso e de futuro sólido. Veja algumas dicas para ter bons resultados:
Não apresse o lançamento da sua loja
Criar um site pede cuidado e atenção. Um dos maiores erros é lançar tudo com pressa, porque você só tem uma chance de causar boa impressão.
Se algo estiver mal feito e o cliente notar, isso pode gerar problemas.
Coloque o foco no usuário
Ao contrário da loja física, o comércio online não permite tocar, sentir, cheirar e ver o produto antes da compra.
Por isso, é preciso achar outras formas de convencer o cliente. Boas opções são preços justos, frete grátis e checkout simples.
Fique por dentro do SEO
Com o crescimento do comércio eletrônico, mais empresas vão disputar espaço. Por isso, estar nas primeiras páginas do Google faz diferença.
Um SEO bem feito ajuda você a manter a competitividade no longo prazo e a se destacar da concorrência.
Invista em Mobile
No mundo todo, o mobile já é a principal forma de acesso dos consumidores online.
Segundo o relatório State of Mobile 2022, da App Annie, o Brasil lidera o ranking global de uso do celular, com média de 5 horas por dia.
Adaptar seu negócio a esse comportamento deve ser prioridade. Se você não pensa em negócios de comércio eletrônico para dispositivos móveis, pode ficar irrelevante em três a cinco anos.
Perguntas frequentes
Agilidade e experiência do usuário. Integrar a Clicksign ao checkout permite que serviços complexos sejam formalizados e vendidos instantaneamente.
Reduzindo o abandono de carrinho em serviços. O cliente assina o contrato na hora da compra, garantindo a conversão sem sair da loja virtual.
Sim, desde que a formalização seja robusta. A Clicksign oferece segurança jurídica para contratos de assinatura e prestação de serviços online.
Através da API da Clicksign, que automatiza o envio de termos e contratos assim que o pagamento é aprovado no seu gateway de e-commerce.
Velocidade. Com a Clicksign, contratos com transportadoras e parceiros são firmados em segundos, agilizando toda a cadeia de suprimentos.




