Entendendo os avanços tecnológicos dos meios de pagamento no Brasil

Entendendo os avanços tecnológicos dos meios de pagamento no Brasil

Publicado em:
22
/
12
/
2022

Se até pouco tempo atrás as compras eram feitas principalmente em dinheiro ou cheque, o que podia ser incômodo e demorado, hoje, no entanto, as opções de pagamento são muito mais práticas e convenientes.

Com o surgimento de cartões de crédito e débito, os consumidores passaram a ter acesso a uma forma de pagamento rápida e segura. Além disso, o crescimento das tecnologias de pagamento móvel, como o PIX, Apple Pay e o Google Wallet, permitiu que as pessoas façam compras com apenas um toque em seus smartphones.

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De fato, essa mudança teve um impacto significativo na economia brasileira. Segundo uma pesquisa realizada pela Opinion Box, os meios de pagamento preferidos no cenário nacional, são:

Fonte: Opinion Box

Vejamos, então, como a utilização de meios de pagamento mais convenientes e seguros na era digital têm impulsionado o crescimento econômico e alavancado negócios pelo país. 

Como funciona o mercado de meios de pagamento no Brasil

O mercado de meios de pagamento no Brasil é composto por diversas instituições financeiras, como bancos e empresas de cartão de crédito, que oferecem soluções para facilitar o pagamento de bens e serviços. 

Essas instituições trabalham em conjunto com as fintechs, empresas de tecnologia financeira, que oferecem meios de pagamento inovadores e acessíveis a um número cada vez maior de pessoas.

Os meios de pagamento são, em sua essência, a maneira pela qual pessoas e empresas realizam transações, como pagamentos de compras, transferências de dinheiro e outras operações monetárias. No Brasil, existem diferentes tipos, incluindo cédulas em espécie, cartões de crédito e débito, cheques e transferências bancárias.

O Banco Central do Brasil é o principal regulador desse mercado, sendo quem define as regras e as normas que devem ser seguidas pelas instituições financeiras e pelos usuários desses serviços.

Mas como exatamente esses meios de pagamento funcionam no Brasil? Vamos explorar um pouco mais a respeito, entendendo como funciona, por exemplo, as operações com cartão.

No caso do pagamento por cartão de crédito ou débito, quando uma pessoa realiza uma compra, o pagamento é processado através de um sistema de adquirentes e instituições financeiras. O adquirente é a empresa responsável por intermediar a transação entre o estabelecimento comercial e a instituição financeira do cliente, garantindo que o pagamento seja efetuado de forma segura e eficiente.

A instituição financeira, por sua vez, é responsável por gerenciar a conta do cliente e realizar o processamento do pagamento. Essas instituições também são responsáveis pela emissão dos cartões e pela construção de parcerias com estabelecimentos comerciais.

Para o presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, os avanços tecnológicos já solucionam diversos problemas que existiam nesse meio, mas a expectativa é de uma digitalização ainda maior desses processos, com a migração para uma economia “tokenizada” e e de Open Finance:

“Quando a gente fala de meios de pagamento […], qual o problema que a gente está querendo solucionar? Basicamente as pessoas procuravam um meio que tinham as seguintes características: seguro, rápido, barato, aberto, transparente e integrado”.

Em breve, será possível integrar, até mesmo, toda a vida financeira virtual e física no mesmo lugar. Vejamos, então, como isso deverá acontecer.

Avanços tecnológicos cruciais para a evolução no setor financeiro

O mercado financeiro está passando por uma transformação tecnológica acelerada e há diversas tendências emergentes que estão mudando a forma como as finanças são conduzidas, dentre as principais, citamos:

  • PIX;
  • tokenização da economia;
  • open finance;
  • criptomoedas;
  • Real Digital.

A implementação do PIX, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, veio suprir a necessidade de transações financeiras mais rápidas e eficientes, permitindo que os usuários agora realizem pagamentos e transferências em tempo real, 24 horas por dia, 7 dias por semana, sendo amplamente adotado pela população:

Fonte: Opinion Box

Outra tendência importante é a tokenização da economia, ou seja, a representação de ativos reais como tokens digitais. Isso permite que os ativos sejam facilmente negociados e transferidos de uma pessoa para outra, reduzindo a necessidade de intermediários e tornando as transações mais seguras e eficientes.

Já o Open Finance, também conhecido como Open Banking, trata-se de uma abordagem que promove a abertura e a interoperabilidade dos sistemas financeiros, permitindo que as instituições compartilhem dados e ofereçam serviços de maneira mais integrada e protegida. Isso não só permite que os clientes tenham acesso a uma gama mais ampla de produtos e serviços financeiros, como também facilita a tomada de decisões mais informadas.

De igual modo, as criptomoedas ganharam destaque nos últimos anos. Elas são moedas digitais baseadas em tecnologia blockchain, que permitem transações seguras e descentralizadas. Enquanto algumas, como o Bitcoin, são usadas como meio de pagamento, outras são usadas como investimento especulativo.

Outra tendência que vem ganhando força é o Real digital. A moeda digital do Banco Central (CBDC, na sigla em inglês) não será uma criptomoeda, mas uma moeda com lastro do governo e cujo valor estará vinculado a uma moeda fiduciária, o que a tornará menos volátil que as criptomoedas e será uma opção mais atraente para transações financeiras, já que permite que os usuários transfiram valor de maneira rápida e eficaz. A expectativa, segundo o presidente do BC, é que ele seja lançado até 2024.

https://youtu.be/novmmsx3sgw

Como será o futuro com os novos meios de pagamento no país?

O Banco Central do Brasil está trabalhando em uma nova iniciativa chamada "carteira digital inteligente". Essa carteira digital será um aplicativo móvel que permitirá aos usuários armazenar, enviar e receber o Real digital.

A carteira digital inteligente do BCB é uma das várias iniciativas do banco para promover a adoção de moedas digitais no país e facilitar o uso de ativos digitais pelos cidadãos brasileiros.

Uma das principais vantagens da carteira digital inteligente é que ela permitirá aos usuários realizarem pagamentos sem a necessidade de uma conta bancária. Isso pode ser especialmente útil para aqueles que não têm acesso a serviços bancários tradicionais, como moradores de áreas remotas ou pessoas com dificuldades financeiras.

Outra vantagem é que ela permitirá a realização de pagamentos internacionais de maneira mais fácil e segura. Com a CBDC, os usuários poderão enviar e receber dinheiro de outros países sem ter que lidar com as taxas e tarifas associadas ao câmbio de moeda tradicional.

Além do mais, essa carteira será protegida por uma camada adicional de segurança, que inclui autenticação biométrica e criptografia de ponta a ponta para garantir que os usuários possam realizar transações com tranquilidade.

De fato, o destino do dinheiro é se tornar digital e no Brasil não será diferente, com estimativa de que esse projeto ganhe vida no próximo 1 ano e meio de acordo com o Bacen.

Carteira digital inteligente do cidadão / Banco Central do Brasil

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